O termo "probiótico" deriva do grego e significa "pró-vida"

"A Organização Mundial de Saúde define probióticos como organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro" (FAO/WHO, 2001).

Probiótico é um aditivo alimentar constituído de microrganismos vivos, que mantêm o equilíbrio das microbiotas ruminal e intestinais, favorecendo a digestão e a absorção de nutrientes, proporcionando assim, aumento na produtividade dos animais, pois promove a digestibilidade das fibras (celulose), e a produção de proteínas e vitaminas.

Também é importante ressaltar que estes microrganismos são inteiramente inócuos ao homem, aos animais e ao meio ambiente. São microrganismos naturais, sem modificação genética, tornando-se ainda mais importantes no cenário atual com a progressiva restrição ao uso de antibióticos promotores de crescimento no mundo.

Uma digestão e absorção de nutrientes eficientes, associadas a um bom estado de saúde animal, são necessidades fundamentais na produção de proteína animal. Uma má absorção de nutrientes, além de causar perdas econômicas, é fonte de desequilíbrio na microflora microbiana intestinal, abrindo portas para diarréias e outras enfermidades intestinais, ou mesmo facilitando problemas sistêmicos de saúde animal.

Animais jovens, como os bezerros, são mais suscetíveis a estes problemas devido ao seu estado de desenvolvimento incompleto, com menor quantidade de enzimas e capacidade digestiva, associado a um sistema imune imaturo e menos eficiente.

O sistema digestivo destes animais se encontra em fase de colonização, mais suscetível a desequilíbrios de microflora e problemas entéricos com isso novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas e implementadas para enfrentar estes desafios, como, por exemplo os probióticos.

Um componente ativo importante produzido por diversos probióticos são ácidos orgânicos voláteis, especialmente o ácido lático, que inibe o crescimento de bactérias potencialmente patogênicas e promove um ambiente favorável outro exemplo seria as bactérias celulolíticas, que são extremamente importante no rúmen porque elas realizam a digestão da celulose, essencial para a nutrição dos ruminantes. Outra importante atividade microbiana no rúmen é a síntese de vitaminas como por exemplo as vitaminas do complexo B, principalmente tiamina, riboflavina, ácido nicotínico, ácido fólico, ácido pantotênico e Vitamina B12. Em geral essas vitaminas são sintetizadas por bactérias do rúmen, não havendo portanto, necessidade de suplementação das mesmas na alimentação dos ruminantes. Podemos dizer que os probióticos favorecem, ou mesmo forçam o equilíbrio da microflora intestinal para um estado benéfico de eubiose (Reid & Friendship, 2002; Verstegen & Williams, 2002).

O trato gastrointestinal é a maior interface do sistema imunológico dos animais com o meio exterior, sendo uma peça chave na defesa contra enfermidades e doenças. A microflora residente possui um papel importante em fatores de defesa imunológica como a quantidade e tipo de imunoglobulinas circulantes (Perdigon et al. 1991).

A demonstração de que os probióticos têm um impacto benéfico na microbiota intestinal é um pré-requisito para seu reconhecimento como produtos cientificamente eficientes.

A microbiota é um elemento importante à saúde dos animais. Fatores como o meio ambiente, medicamentos, estresse e outros podem apresentar efeitos adversos na composição ou atividade da microbiota normal. Nas criações de animais domésticos, probióticos, prebióticos e simbióticos podem melhorar o crescimento e prevenir infecções produzidas por diferentes agentes patógenos.